Empresa Municipal de Informática - IPLANRIO
Ano II, nº 9 - março/abril de 2008
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EDITORIAL

Planejamento em empresa pública de tecnologia: a necessária integração

Márcia Andréa Peres
Presidente da IplanRio

Um órgão de informática governamental tem como missão, mais do que prover recursos de infra-estrutura e acessibilidade, contribuir para a melhoria dos serviços prestados pelo governo, por meio dos recursos de Tecnologia da Informação. Neste contexto, a informática deixa de olhar em torno de si e age de forma cada vez mais pró-ativa, ao procurar entender a demanda de seus clientes e prover soluções que garantam o efetivo cumprimento dos objetivos das organizações públicas. Afinal, esta é atividade que precisa ser estimulada na área de TI governamental.

Os recursos públicos são limitados, diferentes das demandas das organizações. O processo de informatização das operações avança, mas ainda há muito a ser agregado pelos órgãos de informática. Por isso, a estratégia de Tecnologia da Informação precisa ser repensada. É comum o planejamento das ações de TI partir dos limites de orçamento concedidos. È com base no valor disponibilizado e previsto que a área de tecnologia prioriza suas ações.

O planejamento, porém, deve ser realizado independente de suas limitações orçamentárias. Identificar, conhecer a demanda de TI das organizações e avaliar os investimentos necessários é instrumento poderoso para o avanço na concessão de prioridade para alocação dos recursos na área de informática. A partir do levantamento de demandas, políticas, normas, padrões, metodologias e conceitos deve-se olhar a informática em médio e longo prazos considerando o Plano Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação - Petic. As ações que os setores de informática deverão priorizar devem estar reportadas no plano estratégico da empresa, que incluirá ações próprias e daquelas associadas a projetos prioritários dos clientes. Ao final, o plano orçamentário retratará atividades e projetos já priorizados. Na possibilidade de obtenção de novos recursos, a sua alocação também estará definida neste sistema de planejamento.

A estimativa de custos deve ser aperfeiçoada de forma que sejam considerados nos projetos os investimentos necessários para sua devida implementação e manutenção. Outra consideração é o tempo útil da tecnologia, ou seja: em quanto tempo a solução ficará obsoleta e necessitará de novo investimento. Esse é dado importante a constar do planejamento, porque a desatualização em tecnologia ocorre em curto prazo - e cabe à área de TI orientar os gestores sobre a necessidade de re-investimento evitando, assim, a descontinuidade e o desperdício dos recursos investidos.

Por isso, o sistema de planejamento deve ser composto por, pelo menos, três instrumentos: Os planos: Estratégico de Tecnologia da Informação e Comunicação; Estratégico da Empresa; e Orçamentário. Dessa forma, a área de TI poderá, ao longo do tempo, canalizar os recursos necessários para que as organizações públicas e os cidadãos usufruam todos os benefícios que os processos automatizados podem proporcionar.

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